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Stress excessivo, uma ameaça para a Saúde!

Psicologia
Stress Excessivo e relaxamento

Stress excessivo, uma ameaça para a Saúde!

Stress excessivo

Stress excessivo  – Você já deve ter passado por uma entrevista de seleção para um novo emprego. Você lembra-se o que sentiu naquele momento?

Você poderia responder que sentiu medo, ansiedade, boca seca, estômago embrulhado, respiração ofegante, mudança nos batimentos cardíacos.

Com todos esses sintomas podemos perceber que houve um desequilíbrio interno no seu organismo, pois bem, você se estressou.
O stress excessivo é uma reação complexa do organismo, que envolve reações psicológicas, físicas e hormonais, diante de um evento ou estímulo que pode ou não ser ameaçador, de tristeza ou de alegria.

Qualquer situação geradora de um estado emocional forte, que leve a quebra do equilíbrio interno do organismo, pode ser considerado um stress (Hans Selye).

O evento que provocou tal reação é considerado um estressor que pode ser interno (reações psicológicas diante dos acontecimentos da vida) ou externo (estímulo ambiental). Os estressores internos e externos variam, pois um evento pode ser considerado como estressor para algumas pessoas e não o ser para outras.

Consequências do STRESS excessivo

As conseqüências físicas do stress afetam diretamente o sistema imunológico, reduzindo a resistência da pessoa e tornando-a vulnerável ao desenvolvimento de infecções e doenças. À medida que alguns hormônios do stress como a adrenalina e o cortisol são liberados, ocorre a supressão da atividade dos linfócitos que combatem as doenças.

Ao mesmo tempo em que doenças que permaneciam latentes como úlceras, hipertensão arterial, derrame, diabetes, problemas dermatológicos, alergias, impotência sexual, obesidade e doenças cardiológicas podem surgir.

Nas últimas décadas, cardiologistas e clínicos gerais começaram a refletir sobre o significado do adoecer do coração e identificaram que traços de personalidade como competitividade exagerada, controle rígido de si próprio e dos outros, angústias, sentimentos de incapacidade e impotência, ansiedades, baixa assertividade, contenção das emoções, hostilidade (raiva), são conteúdos definidos como comportamento tipo A.

Estes conteúdos são considerados como estressores internos e podem contribuir para o desenvolvimento de uma variedade de doenças, entre elas o stress e as doenças cardiológicas.

E o que dizem os estudos?

Estudos recentes indicam que a hostilidade é tão perigosa para o coração quanto o tabagismo, a hipertensão arterial, dieta rica em gordura e a obesidade.

Pacientes hostis apresentam bloqueios significativamente mais graves nas artérias coronárias do que os pacientes menos hostis, têm vidas mais estressantes e baixo nível de apoio social exercendo efeito tóxico sobre a saúde cardiovascular.

O stress, a hostilidade e a raiva agem lentamente durante anos até prejudicarem as artérias e o coração. Quando liberamos nossa raiva, nosso pulso acelera, o coração bate com mais força, o sangue coagula mais rapidamente, os vasos sanguíneos se constringem, a pressão arterial aumenta, podendo acarretar o infarto e o derrame cerebral.

O stress excessivo está ligado às seis principais causas de morte-doença cardíaca, câncer, complicações pulmonares, cirrose do fígado, acidentes e suicídio.

As consequências psicológicas do stress se apresentam na forma de cansaço mental, dificuldade de concentração, perda de memória imediata, apatia e indiferença emocional. A produtividade sofre quedas e a criatividade fica prejudicada, podendo apresentar oscilações nos níveis de ansiedade, depressão e considerável redução da libido.

Alguns sintomas que podem ser considerados como sinalizadores do stress são dores de cabeça e musculares, indigestão, insônia e aumento da sudorese. Estados de irritação, infelicidade, nervosismo, esquecimento, dificuldade de concentração e alterações de humor sem motivo aparente, bem como fumar, beber ou comer mais que o habitual devem ser avaliados e diagnosticados.

Tratamento

O que precisa ser tratado não é a reação natural do stress, pois esta é necessária para a sobrevivência em situações de perigo. O tratamento consiste em desenvolver e treinar habilidades para lidar melhor com ele e evitar que se torne excessivo prejudicando a saúde e a qualidade de vida.

Os efeitos do stress sobre o organismo trazem conseqüências desastrosas à saúde, aos relacionamentos familiar, social e no trabalho, dificultam o desenvolvimento de uma personalidade saudável e promovem a consolidação de uma sociedade com indivíduos sem habilidades para superar obstáculos e atingir suas metas.

Dentro da perspectiva biopsicossocial, que reconhece que forças biológicas, psicológicas e sociais agem em conjunto para determinar a saúde ou vulnerabilidade do indivíduo à doença e de acordo com a definição de saúde como sendo “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente como a ausência de doenças ou enfermidades.” (definição Mundial da Saúde), podemos concluir que o estress excessivo é uma ameaça à saúde e não contribui para amenizar o desenvolvimento das doenças sobre a vida.

 

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