A Os transtornos alimentares são doenças que afetam particularmente adolescentes e adultos jovens, do sexo feminino, causando prejuízos psicológicos, sociais e mortalidade precoce. A anorexia nervosa se caracteriza por perda de peso intensa e intencional através de dietas extremamente rígidas com uma busca desenfreada pela magreza, uma distorção drástica da imagem corporal e alterações do ciclo menstrual. A bulimia nervosa caracteriza-se por grande ingestão de alimentos com sensação de perda de controle, os chamados episódios bulímicos. A preocupação excessiva com o peso e a imagem corporal levam o paciente a métodos compensatórios inadequados para o controle de peso como vômitos auto-induzidos, uso de medicamentos (diuréticos, inibidores de apetite, laxantes), dietas e exercícios físicos. Em nossa sociedade há uma discriminação em relação aos indivíduos não atraentes, numa série de situações cotidianas importantes. Pessoas julgadas pelos padrões vigentes como atraentes recebem mais suporte e encorajamento no desenvolvimento de repertórios cognitivos socialmente seguros e competentes. Por outro lado, indivíduos tidos como não atraentes, estão mais sujeitos a encontrar ambientes sociais hostis e rejeitadores que desencorajam o desenvolvimento de habilidades sociais e do desenvolvimento de uma auto-estima saudável. Há grandes evidências de que a mídia promove distúrbios da imagem corporal e alimentar. Modelos, atrizes e outros ícones femininos vêm se tornando mais magras ao longo das décadas. Indivíduos com transtornos alimentares sentem-se pressionados em demasia pela mídia para serem magros e referem terem aprendido técnicas não-saudáveis de controle de peso. Apenas ser magro não significa ser saudável. No caso específico dos transtornos alimentares, as pessoas estão “magras” e doentes, estão aprisionadas em si mesmas buscando um padrão que se torna inalcansável e patológico. O mais importante é buscar uma qualidade de vida e se isso levar à perda de peso e a obtenção de um corpo mais bonito, muito bem, porém somente a busca por um corpo magro sem pensar que preço irá se pagar para tê-lo, aí se torna uma escravidão. A mídia enaltece o magro, o perfeito e as maioria das pessoas, infelizmente, caem nessa armadilha, sofrem e alguns adoecem. Precisamos ter uma visão mais crítica das mensagens que recebemos da mídia e nos fortalecermos emocionalmente para lidar com todas essas exigências e expectativas da sociedade em relação ao corpo e a beleza, pois existem questões mais importantes para se pensar e se construir. O corpo é nossa casa e se preocupar com ele é muito importante, mas será que a saúde física, social e emocional não seria mais importante que apenas ter uma corpo magro a qualquer custo? Silvia Limoni Psicóloga CRP: 06/82017
Equipe de Saúde Emocional · Spa Sorocaba
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