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Raiva, uma emoção rejeitada.

Pessoas com raiva

Raiva, uma emoção rejeitada.

As emoções de um modo geral afetam a saúde, podendo contribuir para a sua preservação ou para o surgimento de doenças, afetando a autoestima, a motivação e a adesão a tratamentos necessários.

Todas as emoções são importantes e temos o direito de senti-las, a raiva é uma delas. É uma emoção universal que está presente em todos os povos através da história e uma das mais rudimentares que o ser humano experimenta. Está presente em nossa vida em diferentes situações e em níveis de intensidade variados. Conhecê-la e aprender a controlar essa emoção é muito importante para o nosso bem-estar.

A raiva é definida por Charles Donald Spielberger como uma emoção desconfortável que se manifesta desde uma irritação ou desagrado até a fúria e ocorre quando a pessoa se sente ameaçada, injustiçada, acuada ou frustrada em algo que para ela seja importante.

Não há dúvida de que tanto as emoções positivas quanto as negativas afetam nossa saúde. Portanto, a hostilidade, raiva, ansiedade e o stress em níveis elevados aumentam significativamente o risco de doenças tanto físicas quanto emocionais.

A maioria das pessoas aprende que “sentir raiva é feio” e, torna-se natural, esconder, reprimir ou sufocar esta emoção, o que não é nada saudável.  Sentir raiva é normal, todos sentem e quando ela é bem direcionada transforma nossas experiências, ocasionando menos dor do que quando a sufocamos esperando que ela desapareça.

É muito comum a ligação da fome à raiva. Diante desta emoção, comemos automaticamente ou regidos por impulso com intuito de nos livrar dessa emoção de sabor tão amargo. Invariavelmente, neste momento a preferência recai sobre os alimentos que mais gostamos, que causam prazer. Muitas vezes ela é empurrada goela abaixo com chocolate ou outros alimentos doces ou gordurosos, para aliviar o desconforto que a raiva gerou, porém, é possível senti-la sem deixar que ela interfira na nossa alimentação, aprendendo a ter mais controle sobre ela.

A raiva é uma das emoções mais reprimidas e sufocadas, e faz parte da lista das emoções rejeitadas. Para administrar esta emoção de maneira satisfatória, sem ser destrutivo, é preciso ser assertivo, respeitar seus limites e rever os acontecimentos com o objetivo de buscar novas interpretações do evento que desencadeou tal emoção e desenvolver habilidades para lidar com ela de maneira mais adaptativa e construtiva.

A TCC- Terapia Cognitiva Comportamental trabalha na reestruturação cognitiva, isto é, na mudança do modo de pensar, de perceber o mundo ao seu redor e de avaliar os acontecimentos. Esta abordagem é de grande importância no tratamento da raiva destrutiva, ajuda o paciente a reinterpretar os eventos provocadores dela e a ver o mundo de uma forma menos ameaçadora.

Cláudia P. S. Nogueira
Psicóloga – CRP: 06/32758
Centro de Psicologia – Spa Sorocaba