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Frequência Cardíaca e Exercício Físico

Ed. Física

Frequência Cardíaca e Exercício Físico

Frequência Cardíaca e Exercício Físico

 

A redução do número de batimentos cardíacos ao repouso e durante a realização de atividade física dinâmica submáxima, é a expressão de um dos mais importantes marcadores biológicos que retratam a influência do treinamento físico aeróbio, sobre o organismo humano.

Nesse sentido, é consenso que quanto mais longos e intensos forem os programas de Treinamento Aeróbio (TA), maiores serão as repercussões adaptativas presentes em todos os sistemas biológicos saudáveis, e dentre eles se inclui o sistema cardiovascular.

 A bradicardia de repouso, está relacionada a alterações morfológicas ou estruturais do ventrículo esquerdo, assim como determinadas respostas fisiológicas como o aumento do volume ejetado por sístole, melhoria da contratilidade miocárdica e aumento do volume sanguíneo.

FREQUÊNCIA CARDÍACA E EXERCÍCIO FÍSICO

Outras alterações cardiovasculares, documentadas em resposta ao treinamento físico aeróbio, estão relacionadas à modulação autonômica do coração. Nesse caso, os estudos mostram uma tendência ao aumento da modulação vagal associada à redução da modulação simpática cardíaca.

Ciente desses pressupostos e tomando por base os níveis de evidência altamente positivos que apresenta o TA com relação à melhoria de aspectos como o peso corporal, disposição física, adequação do volume de massa magra, motivação, etc, é habitualmente indicado a pessoas que apresentem maiores valores de Frequência Cardíaca (FC) de repouso em decorrência de problemas como o sedentarismo, disfunções autonômicas decorrentes de várias doenças, pós-operatórios de cirurgias cardíacas, pós-infarto do miocárdio, pós-transplante cardíaco etc.

Em todos esses problemas citados acima, há tendência de alterações no balanço vago-simpático cardíaco, resultando na elevação da atividade simpática, redução da atividade parassimpática ou ambas acontecendo simultaneamente, sendo que esses aspectos concorrem para o aumento da possibilidade do surgimento de arritmias e morte súbita.

Recentemente a presença de disautonomia cardíaca também foi detectada em um grande problema de impacto global que é a obesidade infantil. A obesidade presente na infância, pela sua relevância mundial e por contribuir na diminuição da expectativa e na qualidade de vida, quando se mantem na vida adulta, tem sido amplamente estudada em várias frentes de investigação. Uma das propostas usadas para reverter as alterações da Modulação Autonômica Cardíaca (MAC) dessa população é a aplicação de TA bem prescrito e bem conduzido.

Entretanto, por ser uma proposta que envolve grande necessidade de aderência dos envolvidos e pelo aspecto de os resultados positivos serem conseguidos somente após longos períodos de treinamento físico, há dificuldade em ser conduzida com êxito.

Levando-se em consideração os aspectos acima relatados, o objetivo do presente estudo foi o de analisar se curtos programas de TA já poderiam mostrar algumas modificações positivas no sistema cardiovascular de pré-adolescentes obesos, em especial, sobre suas FC de repouso, e se as mesmas estariam associadas à alteração da MAC analisada no transcorrer do programa de treinamento.