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Exercícios e Envelhecimento

Educação Física
Exercícios e Envelhecimento

Exercícios e Envelhecimento

Exercícios e Envelhecimento

A população brasileira é de aproximadamente 206 milhões de habitantes. Destes, 12% são pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, as quais são consideradas idosas.

Estimativas preveem que, em 2060, este extrato corresponderá a 33% da população.

O envelhecimento tem sido descrito como um processo inerente aos seres vivos e que se expressa pela perda da capacidade de adaptação ao ambiente e diminuição da funcionalidade. Nesse processo, ocorre deterioração funcional e estrutural de sistemas fisiológicos, mesmo na ausência de doenças.

Essas alterações causam redução da capacidade funcional e mudanças na composição corporal dos idosos. O declínio sofrido nas funções neuromusculares e morfológicas resulta em dinapenia (diminuição de força e potência muscular relacionada à idade) e sarcopenia (redução da massa e da função muscular associada à idade).

A inatividade física nos idosos pode gerar maior fragilidade muscular e reduzir a motivação, a autoestima, a autonomia funcional (AF) e a qualidade de vida. Desse modo, a força e potência muscular são parâmetros para aferir a mudança muscular relacionada à idade.

A diminuição dessas valências físicas gera implicações na AF e, consequentemente, na execução de atividades da vida diária – como sentar e levantar de uma cadeira, subir escada, caminhar e vestirse.

Exercícios e Envelhecimento
O treinamento resistido periodizado, respeitando a individualidade biológica é praticado de forma segura, ameniza os efeitos da inatividade física, como a perda de força e de potência muscular. A força muscular sofre redução de aproximadamente 30% a 40% com o envelhecimento. Já o declínio da potência muscular repercute na funcionalidade, pois, para realizar as atividades da vida diária, além de realizar o trabalho em força, é necessário que esta seja produzida rapidamente.

A queda anual de potência chega à ordem de 3,5% após os 60 anos). A potência muscular é qualidade física força associada à velocidade. Assim sendo, ela pode ser explicada pela capacidade de produzir a maior quantidade de força na menor fração de tempo possível. As fibras musculares de contração rápida (tipo II) contribuem no tempo de reação e respostas situações de emergência. Porém, estas fibras são as mais comprometidas com o envelhecimento, podendo levar o idoso à dependência funcional.

No treinamento de força, os músculos são movidos ou tendem a se mover contra uma força externa, como pesos livres (barras, halteres) ou máquinas desenvolvidas para exercer resistência. Esse treinamento pode melhorar o desempenho motor (melhor capacidade para correr, arremessar um objeto e saltar) e o desempenho nas AVD (levantar da cama/cadeira, subir escadas, carregar  sacolas).