Os distúrbios do sono são alterações relacionadas ao começo ou durante todo o sono, ou ainda a comportamentos anormais associados ao mesmo, como o terror noturno ou o sonambulismo. O terror noturno é um despertar abrupto com gritos de pânico, acompanhado de ansiedade, taquicardia, sudorese, respiração acelerada e aumento do tônus muscular, além de manifestações compostas de medo intenso e irritação. Durante o episódio é muito difícil acordar o indivíduo, pois se for acordado no momento, mostra-se confuso, desorientado e relata um terror sem lógica. O indivíduo não se lembra de nada. Existem situações que desencadeiam ou aumentam as chances de uma pessoa apresentar o terror noturno, como em situações de stress emocional e depressão. Pesadelos são sonhos desagradáveis, acompanhados pelo despertar. Durante o episódio experimenta-se a sensação de medo, opressão, ansiedade e impotência, mas consegue-se lembrar do fato. A diferença entre pesadelo e terror noturno é que no pesadelo, raramente a pessoa apresenta manifestações sonoras. Ocorre no meio ou no final do sono. Os fenômenos ligados ao sistema nervoso autônomo, como aumento da frequência cardíaca, da frequência respiratória e sudorese não acontecem e, quando despertado, o indivíduo se lembra do sonho. No terror noturno, o indivíduo grita, o episódio ocorre no início do sono, existem manifestações ligadas ao sistema nervoso autônomo e a pessoa não se lembra de nada. Já o sonambulismo é um despertar incompleto. É como se uma parte do cérebro acordasse e a outra não. A pessoa desperta e não recupera a consciência. Isso faz com que ela aja de forma atrapalhada. O sonambulismo manifesta-se tanto de forma simples, como levantar da cama e andar pelo quarto, até de modo mais complicado, felizmente raro, como ir para outros cômodos ou até mesmo sair de casa. Geralmente inicia-se nas primeiras horas do sono, com duração de poucos segundos até poucos minutos. Se não for interrompido artificialmente, o fato cessa de maneira espontânea. Não se conhece a causa. Supõe-se que deve ocorrer alguma anormalidade na passagem do sono profundo, que ocorre nas primeiras horas, para o sono superficial. Pessoas com antecedente de grandes períodos sem dormir podem apresentar o problema. O tratamento para o sonambulismo em crianças, não deve ser indicado. Apenas deve-se acalmar a família, informando que com o tempo o sonambulismo desaparecerá espontaneamente, antes da adolescência. A persistência na idade adulta é rara, situação que, dependendo da intensidade, deverá ser tratada. Cuidados preventivos como travar janelas, fechar entradas de escadas e retirar a chave das portas externas da casa são importantes. Silvia Limoni Psicóloga CRP: 06/82017
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